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	<title>Uso Pergaminho Pecado Original Antonio Macedo 3</title>
	<link>http://centro-rosacruz.com/crcmh1_056.htm</link>
	<description>Centro Rosacruz Max Heindel  A Filosofia Rosacruz é uma corrente de pensamento ocidentalista e cristão, que visa a elevação espiritual do ser humano através do desenvolvimento harmonioso da via ocultista e da via mística.</description>
	<pubDate>Wed, 03 Feb 2010 02:40:15 GMT</pubDate>
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		<title>Uso Pergaminho Pecado Original Antonio Macedo 3</title>
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		<title>O Uso do Pergaminho  e o Pecado Original                          </title>
		<description>XV – Acepção esotérica do «pecado original»     De um ponto de vista esotérico – pelo menos segundo as correntes neo-ocultistas perfilhadas por H. P. Blavatsky, Rudolf Steiner, Max Heindel, Corinne Heline, Francisco Marques Rodrigues, Edmundo Teixeira, etc. – o pecado original foi uma transgressão cometida pela humanidade nos seus primórdios, transgressão essa relacionada com a propagação da espécie.    Cingindo-nos ao Conceito Rosacruz do Cosmos, de Max Heindel, podemos resumir a evolução da Terra ao longo da «Quarta Revolução» do «Período Terrestre», em que nos encontramos presentemente – e de acordo com a terminologia técnica adoptada –, como um percurso pautado pelas seguintes grandes Épocas: 1.ª - Polar; 2.ª Hiperbórea; 3.ª Lemúrica; 4.ª Atlante; 5.ª - Ariana (actual); 6.ª - Nova Galileia ou Reino de Deus.    Max Heindel refere ainda uma 7.ª Época, a última, mas não lhe atribui nenhum nome (Heindel 1998, 218).    Somente nos finais da 3.ª Época (Lemúrica) é que surgiu a primeira Raça verdadeiramente humana – a chamada Raça Lemúrica; na Época Atlante houve sete Raças, e na Época Ariana sucederam-se, até agora, cinco Raças (pertencemos, cronologicamente, à 5.ª Raça), faltando ainda cumprir-se duas até ao final da Época. Na próxima 6.ª Época, Nova Galileia, haverá apenas uma Raça, que será a última (Heindel 1998, 218-219; 241).    Nos tempos Lemúricos a propagação da espécie e os nascimentos eram realizados sob a direcção dos Anjos, os quais por sua vez eram guiados por Jahvé, o regente da Lua. A função procriadora exercia-se em determinadas alturas do ano, quando as linhas de força entre os planetas formavam o ângulo apropriado. Como a força criadora não encontrava nenhum obstáculo, o parto realizava-se sem dor. Os futos da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal (Génesis 2, 16-17) fizeram com que o espírito se tornasse consciente da carne (Génesis 3, 6-7), os homens e as mulheres «conheceram-se» e começaram a praticar a fecundação independentemente das forças solares e lunares apropriadas, abusaram da função sexual para gratificar os sentidos, e os seus descendentes continuaram a mesma prática. Donde resultou a dor que passou a acompanhar o processo de gestação e nascimento, bem como as enfermidades e outros sofrimentos (Heindel 1998, 223 e 227).    A «serpente» do Génesis simboliza os Espíritos Lucíferos pertencentes à onda de vida dos Anjos, do Período Lunar (anterior ao actual Período Terrestre), e eram os «atrasados» dessa onda de vida Angélica. Necessitavam dum cérebro humano para aquisição de conhecimento, e penetraram na coluna espinal e no cérebro das mulheres, mais aptas a receber essa influência devido à sua inata capacidade imaginativa (Heindel 1998, 283). Assim, os Lucíferos despertaram a consciência pictórica dos seres humanos para o fogo serpentino da kundalini : foram os instigadores da actividade mental e do concomitante egoísmo, e inculcaram o conhecimento de que para vencer a morte bastaria que os humanos se entregassem à actividade sexual desenfreada a fim de criar e multiplicar novos seres.    A «Queda» resultante deste facto, traduzida em dor e morte, terá de ser redimida com o sacrifício da natureza animal do ser humano, como já se assinalou mais atrás; o respectivo simbolismo bíblico, como também já se assinalou, é a expiação através da carne queimada pelo fogo e pelo sal no Altar dos Holocaustos. Esta «carne queimada», segundo Max Heindel, é um símbolo espiritual da acção do fogo da consciência, que faz de nós um «sacrifício vivo» no altar do nosso Templo Interno, o fogo da consciência desperta que nos aflige e queima ao adquirirmos a plena e sincera percepção dos nossos erros.    XVI – Acepção laica do «pecado original» (1)    Os antropólogos, os sociólogos, os psicólogos, os historiadores e os etnólogos têm examinado e estudado sob diversos ângulos o facto de o mito do «pecado original» não ser exclusivo do Cristianismo, mas encontrar-se dissemimado através dos tempos nas mais diferentes geografias e culturas.  Neste ponto, naturalmente, as posições dos estudiosos extremam-se: os mais radicais, como por exemplo os neo-darwinistas ateus, negam pura e simplesmente o conceito, como por exemplo o evolucionista G. Richard Bozart: «Qualquer estudante liceal conhece o suficiente sobre a evolução para saber que em nenhuma parte da teoria evolucionária das nossas origens aparece um Adão ou uma Eva ou um Eden ou um fruto proibido. A evolução significa o desenvolvimento duma forma para a seguinte, a fim de defrontar os desafios sempre em mudança duma natureza sempre em mudança, e poder vencê-los. Não há nem houve nenhuma queda a partir dum estado prévio de sublime perfeição» (G. Richard Bozart, «The Meaning of Evolution», in American Atheist Magazine, September 1979, p. 30).    Curiosamente, o cristão heterodoxo Celestius, do século v, discípulo de Pelágio, assume pela primeira vez uma posição que costuma ser invocada por modernos agnósticos para ridicularizar a ideia dum pecado original, posição essa que lhe valeu ser excomungado nada menos de três vezes: uma pelo bispo Aurélio no Concílio de Cartago em 412, outra pelo papa Inocêncio I em 417 e uma terceira pelo papa Celestino I no Concílio de Éfeso, em 431. Celestius rejeitou a ideia dum pecado original, afirmando: «Adão teria de morrer, em qualquer caso, quer tivesse pecado quer não. O pecado de Adão apenas recaiu sobre ele, e não sobre toda a raça humana». Consequentemente, também rejeitou a remissão dos pecados pelo Baptismo.    XVII – Acepção laica do «pecado original» (2)    No entanto, como se disse há pouco, o mito de que um acontecimento terrível, antiquíssimo, se tornou fautor da infelicidade humana, tem sido encontrado sob variadas formas em diversas mitologias e religiões. Um dos mais antigos desses mitos é o do divino Zagreu, filho de Zeus e de Perséfone, considerado o «primeiro Diónysos». Instigados pela deusa Hera, esposa de Zeus e ciumenta de Perséfone, os Titans raptaram o divino Zagreu, que se metamorfoseara em touro para lhes escapar, despedaçaram-no e comeram-no, em parte cru, em parte cozinhado. Um mito semelhante foi encontrado no Egipto, na Fenícia e na Frígia.    Os Mistérios Órficos ritualizaram este mito através duma dramatologia que incide na «culpa» e na «purificação», e respectivo ciclo de reencarnações, consequência do «pecado original» da humanidade descendente dos Titans, assassinos (e devoradores) de Zagreu, ou do touro em que se transformara (Rego 1989, 45-46).    Aqui associam-se dois «crimes» primevos: (1) a matança de um deus ancestral e (2) o início da alimentação carnívora, perpetrada duma forma dual: (1) canibalística (o deus é antropomorfo), e (2) utilizando a carne dum mamífero (bovino).    A análise duma situação arcaica deste tipo, e seus efeitos subsequentes, foi exposta pela primeira vez por Freud no seu livro Totem e Tabu (1912), e desenvolvida por ele posteriormente (cf. Freud 1990, passim), bem como por outros investigadores da mesma linha. Segundo Freud, o arcaico sistema patriarcal teve o seu fim durante uma rebelião dos filhos que se aliaram contra o pai, simultaneamente tirânico, temido e venerado, dominaram-no e devoraram-no. A partir daí a família organizou-se de acordo com o sistema matriarcal, e, em lugar do pai, foi erigido um totem com a figura de um determinado animal representativo, considerado como antecessor colectivo e ao mesmo tempo como génio tutelar. Uma vez por ano a comunidade masculina reunia-se num banquete e o animal representado no totem era despedaçado e comido em comum. Ninguém podia abster-se deste banquete, que representava a repetição solene do parricídio, origem dos ulteriores tabus e prescrições religiosas que tinham por finalidade redimir, ou pelo menos minorar, as consequências nefastas desse acto. Muitos autores admitem a correspondência entre o «banquete totémico» e a «comunhão cristã» (Freud 1990, 122-132 e 194-196).    XVIII – Acepção laica do «pecado original» (3)    Outros autores, embora não desprezando o significado da morte do pai, elevado à dignidade de um deus e criando nos seus descendentes uma «crise neurótica» de culpa permanentemente redimida e reactivada, preferem considerar a tradição de um início histórico em que o ser humano começou a devorar animais, seus semelhantes na escala dos seres vivos. Um dos primeiros a expor esta teoria foi o investigador, mitólogo e filósofo da história comparada das religiões José Teixeira Rego (1881-1934), no seu livro Nova Teoria do Sacrifício (1918). Baseando-se em estudos já então disponíveis nos inícios do século xx, Teixeira Rego refere: «A Pré-História dá-nos o homem caçador, pescador, ao passo que os antropóides são frugívoros, e, factos notáveis, o homem conserva o aparelho digestivo dum frugívoro, nas suas tradições refere-se a um passado de frugívoro, tem uma repugnância instintiva pela carne crua, e, finalmente, grande parte das suas doenças são devidas às toxinas dos alimentos animais. Ainda hoje, apesar das inevitáveis modificações que longos séculos de omnivorismo produziram, existe a possibilidade no homem duma alimentação exclusivmente frugívora, tantos e tantos séculos foram frugívoros os nossos antepassados antropóides!» (Rego 1989, 26-27).    Descontemos o facto de no tempo de Teixeira Rego se utilizar o termo «antropóide» num sentido evolucionáro que hoje não tem, embora se perceba a que espécie de «pré-homem» o autor se quer referir: actualmente a ciência admite que os antropóides e o ser humano tiveram uma remota origem comum – o que coincide com a posição defendida no Conceito Rosacruz do Cosmos por Max Heindel –, sendo mais correcto afirmar-se que os actuais antropóides descendem duma antiquíssima linhagem humana degenerada. Seja como for, a mudança de regime, de vegetariano para carnívoro, acarretou diversas alterações, como a necessidade de caçar a presa, o desenvolvimento do cérebro, e consequentes rudimentos de civilização mercê do aperfeiçoamento mental, com os correlativos excessos sexuais e quebra da natural periodicidade – as funções sexuais passaram a exercer-se em todo o tempo –, seguindo-se-lhes a fabricação de instrumentos e a guerra com todos os seus horrores. Foi a origem do bem e do mal (Rego, ibid.).    Entre as modificações causadas pelo uso da carne como novo alimento, ocorreram algumas referidas em vários mitos: a queda do pêlo e as dificuldades e dores do parto, além da proliferação de enfermidades (Rego, ibid.). Teixeira Rego e outros autores opinam portanto que a «Queda» se deveu à introdução do alimento animal, derivando dessa causa perturbadora o principal factor da infelicidade humana. O poema iniciático Metamorfoses, de Ovídio (43 a. C.-17 d. C.), refere esse factor nos seguintes termos:    «Havia um homem [o Iniciado Pitágoras], nativo de Samos, que fugira de Samos e dos senhores da ilha por detestar a tirania, preferindo viver voluntariamente no exílio. Com a sua mente espiritual aproximou-se dos deuses, embora muito distantes nas regiões do céu, e percebeu com os olhos do intelecto o que a natureza negava aos olhares do homem comum. […] Foi o primeiro a denunciar o costume de servir carne de animais à mesa, e também o primeiro a pronunciar, com a sua boca sábia, estas palavras: “Abstende-vos, mortais, de contaminar os vossos corpos com alimentos ímpios! Tendes os cereais e as frutas que inclinam os ramos com o seu peso, e os abundantes cachos de uvas nas vinhas, e as verduras saborosas, e nem o leite nem o mel perfumado vos estão vedados. A terra generosa proporciona-vos um sem-fim de fecundos alimentos pacíficos, e oferece-vos banquetes sem necessidade de matança nem de sangue. Só os animais é que saciam a fome com carne, e nem sequer todos. […] Ah, que grande crime é introduzir vísceras nas próprias vísceras, e engordar o corpo insaciável enchendo-o com outro corpo, e que um ser vivo viva da morte doutro ser vivo. […] Mas um primeiro instigador funesto, não sei quem, sentiu inveja da comida dos leões e sepultou no seu ventre ávido alimentos corpóreos, abrindo o caminho para o crime”» (Ovídio, Metamorfoses, livro XV).    É interessante verificar, ao mesmo tempo, em variados mitos de diversas civilizações, como aparecem interligados o factor alimentar carnívoro e a desregração sexual: esse binómio que compõe o «pecado original» surge-nos por exemplo na epopeia de Gilgamesh bem como noutros textos da literatura cuneiforme, além de, com mais ou menos variantes, em contos populares do antigo Egipto, em lendas do México pré-colombiano, nas tradições maias-quichés, na Índia, na China, etc.</description>
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		<author>Centro Rosacruz Max Heindel - AnjoAlfie </author>
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		<title>O Uso do Pergaminho  e o Pecado Original                          </title>
		<description>{Copyright (C) 2009 Centro-RosaCruz Max Heindel . All Rights Reserved}  Membro da Rosicrucian Fellowship desde 1984</description>
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