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Centro Rosacruz Max Heindel
Luz Mística
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Cartas aos Estudantes por Augusta Foss Heindel :
Outubro 1942
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Queridos Amigos:

        O espírito virgem, imaculado, começando a sua grande peregrinação desde o seio do seu Pai divino na descida para a matéria, recebeu um pequeno átomo físico, o germe do corpo denso. Daí, pode e deve ter contacto com cada átomo em todo o espaço, porque para ser realmente divino deve também familiarizar-se com cada átomo em todo o campo do seu desenvolvimento. Esta afirmação parece tremenda, mas a mente racional tem de admitir a sua verdade. Por conseguinte, para se tornar sábio, para entender todas as coisas criadas no grande reino de Deus, o espírito virgem, aquele Deus-emformação, devia ter começado desde logo, ainda no Período de Saturnino de involução, a aprender as suas lições.
Agora, tendo chegado à viragem para cima no curso da evolução da consciência de si mesmo, cada vida
terrena, cada dia escolar na manifestação física, é outra lição necessária.

     Às vezes encontramos egos levados pela corrente, outros que somente se divertem brincando durante toda a vida, apropriando todo o bem possível, mesmo as coisas boas antigas, e há egos deliberadamente maus.
Nenhuns destes compreendem que alguma vez, em alguma parte, em alguma vida, os Senhores do Destino os chamarão a prestar contas, e que por causa dos seus dias e vidas infiéis na existência anterior, o presente será carregado também de retribuição.
Como quando o menino faz asneiras tem de ficar um tempo extra para aprender as lições atrasadas,
também nós, como filhos de Deus, lhe pagamos a pronto, ou carregamos os nossos pecados e omissões até ao dia em que os Senhores do Destino exijam o pagamento.
Mesmo quando os pagamentos são diferidos para vidas futuras,
“O que o homem semear, também colherá”.
 
     O peregrino tendo sofrido e lutado por cada classe de vida e existência, pelos vales fundos da
matéria, no final eleva-se e desperta para a consciência de si próprio.
Sente o dever de se elevar até ao nível da divindade interior, a consciência do Cristo clama para sua expressão.
 

     O bem conhecido mito de Prometeu amarrado à rocha enquanto um abutre lhe comia o fígado,
representa o homem cujos desejos inferiores o estão sempre a purificar pela dor e pelo sofrimento,
até que a alma desperte a consciência de si própria.
O homem agora tem que fazer esforços hercúleos para elevar-se à divindade da qual sempre foi herdeiro.

     Nestes tempos turbulentos do mundo, o coração da humanidade sofre como sofria Prometeu.
Sem dúvida, o mesmo sofrimento está a despertar no homem a consciência da sua herança espiritual, libertando o Cristo interior, que tem estado atado à rocha do materialismo.
Todos estes sofrimentos descoroçoantes do mundo transtornado e de contínuas mudanças, estão agora a destruir o domínio do materialismo, e a este respeito, são bênçãos disfarçadas. Ainda que não as consideremos muito aceitáveis, guardemos este pensamento consolador, que os braços de Cristo estão abertos para receber cada filho de Deus vivente. Despertos e confortados com as Suas palavras de advertência aos discípulos referentes a estes mesmos tempos de guerra e destruição:
“olhai não vos perturbeis”. (Mat: 24:6).
Não se turve o vosso coração, nem se atemorize… Mas tende confiança, eu venci o mundo”. (João 14:27 e 16:33)




Seus em serviço da humanidade,

The Rosicrucian Fellowship,

Mrs. Max Heindel

(cartas aos estudantes)
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Junho 1942
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Membro da Rosicrucian Fellowship desde 1984