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Centro Rosacruz Max Heindel
Luz Mística
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Cartas aos Estudantes por Augusta Foss Heindel :
Janeiro de 1947
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Querido Amigo:


    No serviço devocional que se realiza todos os dias, de manhã e à tarde, na capela de Mount Ecclesia, repete-se a seguinte prece:

“PAI! AGRADECEMOS-TE PELO PRIVILÉGIO QUE NOS DÁS DE TE SERVIRMOS; AGRADECEMOS-TE PELO TEU AMOR DIVINO”, estas palavras são pronunciadas em uníssono por todos os assistentes.

     A que subscreve esta carta, ao escutar estas palavras, tem-se perguntado com frequência, quantos são realmente os que servem a Deus e não a eles mesmos. Sem dúvida, que ao formular repetidamente a promessa oral de servir, quando se apresenta a ocasião, e ao fazê-lo assim efectivamente, essas palavras gravam-se profundamente no Corpo Vital, o que em algum dia, tem de produzir os seus frutos.

     Nesta época do ano – o Ano Novo – todos os comerciantes diligentes efectuam o inventário das suas perdas e ganhos dos últimos doze meses. É também a época em que o comerciante espiritual faz a si próprio o seu inventário. O que é que acumulou no ano passado para Deus e para o seu Eu superior? Qual é o resultado do balanço entre as suas boas acções e as oportunidades em que deixou de servir os outros? Esse balanço acaso resulta favorável ao seu Eu superior?

     Todo o acto de bondade e de serviço desinteressado aos outros, é uma nova pedra que utilizamos na construção do nosso templo espiritual. Quantas pedras novas estamos a levar para essa construção? Recordamos que cada acto de serviço e de caridade fica gravado no átomo-semente, esse pequeno e indestrutível átomo que regista todos os nossos pensamentos e acções. Nesse pequeno átomo fica registado em cada vida, o balanço das nossas perdas e ganhos.

     S. Paulo na sua II Epístola aos Coríntios, cap. IV, vers. 18, diz o seguinte: “Não olhemos as coisas que se vêem, mas sim as que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas”. As nossas boas acções constituem as pedras com as quais construímos a nossa mansão espiritual que está nos Céus; constituem os nossos ganhos anuais.

     Comecemos pois este novo ano, com o firme propósito de construir a nossa mansão celeste com as pedras mais selectas; de servir em todas as oportunidades que se nos apresentem, de ajudar todos os que necessitem do nosso amor, da nossa bondade e do nosso apoio material, pois nunca como agora, este mundo agredido e desolado se encontrou mais necessitado da nossa ajuda física e espiritual. E não é necessário ir muito longe para encontrar as oportunidades de servir; temo-las à nossa porta, e
com frequência no nosso próprio lugar, onde temos permanecido cegos perante os sofrimentos dos que mais nos amam e cujos corações se sentem ressentidos com a nossa negligência. Só no dia em que amarmos, não com palavras, mas com actos, é que seremos verdadeiramente fraternais, que trairemos os outros para os Ensinamentos que transformaram a nossa vida, enchendo os nossos corações de amor e de caridade. Só quando se vive a Vida, é que o Espírito produz os seus frutos dulcíssimos e que os outros se sentirão irresistivelmente atraídos para os nossos Ensinamentos. Convém a este respeito, recordar as palavras do nosso divino MESTRE, quando disse:

“PELOS SEUS FRUTOS OS CONHECEREIS”


Muito afectuosamente, no serviço amoroso e desinteressado aos outros,
 
 



Mrs. Max Heindel

(cartas aos estudantes)

The Rosicrucian Fellowship, Janeiro de 1947
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Junho 1942
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