Centro Rosacruz Max Heindel
Luz Mística
Cartas aos Estudantes por Augusta Foss Heindel :
Março de 1947
Querido Amigo:
Nesta carta vamos ocupar-nos do que está reservado à humanidade e das oportunidades que se nos apresentam e que nunca deveríamos deixar escapar. É conveniente que olhemos para diante e meditemos sobre a Nova Era que se avizinha e sobre as obrigações que temos de nos prepararmos e estar prontos para recebê-la.
Com os conhecimentos que temos adquirido acerca da chegada dessa Grande Era, constitui para nós um dever sagrado pôr em prática esses conhecimentos. Não devemos continuar a permanecer surdos e insensíveis aos gritos de tantos desgraçados que gemem sob pesados fardos do destino, pedem a nossa ajuda e sofrem desesperadamente ao verem-se sós e abandonados, pois o mundo permanece surdo aos
seus clamores, tal é o seu egoísmo.
As perdas e os golpes que sofreram, sem poder explicara causa, tornou-os cobardes, pessimistas, cheios de ódio e de vingança, pois não compreendem a realidade; mas esses desafortunados são nossos irmãos e nós, como Auxiliares Visíveis, temos a obrigação de pôr em prática os nossos conhecimentos e prestar-lhes toda a ajuda que seja necessário, até terem a oportunidade de poderem realizar o reajuste das suas vidas. A nossa filosofia estabelece e afiança em nós a fé na existência de um Deus e que esse Deus é um Deus de Justiça; ensina-nos que o homem é um ser livre e que através do conhecimento e da experiência, eleva-se cada vez mais até alcançar a perfeição.
Também temos adquirido a certeza, através dos sublimes ensinamentos de Cristo, nosso bem amado Redentor crucificado, que somos Deuses em formação e que possuímos as forças necessárias para vencer os impulsos do nosso corpo de desejos, isto é, se quisermos compreender as maravilhosas obras do nosso Pai, de quem fomos feitos à imagem e semelhança. Todos possuímos em estado latente no nosso interior, forças muito mais poderosas do que as podemos imaginar e é conveniente, portanto,
que saibamos que o impulso inicial para despertar e activar essas forças, depende apenas de nós próprios; basta para isso que estejamos dispostos a realizar o sacrifício necessário, isto é, viver a vida superior do espírito, de pureza, de amor e de serviço desinteressado aos outros. Uma vez adquiridos resultados tão sublimes, podemos então utilizar essas forças para ajudar os nossos irmãos mais novos na humanidade, curando as feridas dos seus corações ulcerados e prestando-lhes uma poderosa e eficaz ajuda para os orientar definitivamente para o Caminho, do qual se afastaram por um momento. prodigar Cada palavra, cada acto, cada pensamento de amor e gratidão que prodigalizamos aos
outros, retorna para nós amplificado com maior poder e sabedoria, até que adquirimos a capacidade necessária para vencer os obstáculos que existem no Caminho e finalmente, fortificamo-nos para alcançar a perfeição espiritual.
Sem dúvida, nada pode ser atraído pelos planos superiores que não provenha do plano material, tal como o expressam as seguintes palavras que temos no nosso Serviço de Cura: “Para compreender o que são essas condições, tomemos como exemplo a tomba marinha. Talvez nenhum de nós tenha resenciado este fenómeno da natureza, que, embora maravilhoso, inspira pavor. Em geral, quando ele ocorre, o Céu parece aproximar-se da água; há, no ar, um tenso estado de concentração. Gradualmente, um
ponto do céu desce até à superfície das águas, e as ondas, numa certa extensão, parecem saltar para cima, até que ambos, céu e mar, se unem formando um redemoinho de voragem vertiginosa. Algo semelhante ocorre quando uma pessoa ou um grupo de pessoas está em prece fervorosa”.
Essas forças invisíveis estão latentes em todos. Cabe-nos a nós gerar o impulso inicial para activá-las e pô-las em movimento. Assim, queridos amigos, principiemos agora mesmo a tratar de activar essas forças que Deus nos deu e ponhamo-las em vibração.
Vossa muito sincera e fraternalmente em serviço amoroso e desinteressado aos
outros,
Mrs. Max Heindel
(cartas aos estudantes)
The Rosicrucian Fellowship, Março de 1947
Junho 1942
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