HISTORIAL
As origens do Centro Rosacruz Max Heindel remontam a meados dos anos
vinte do século passado. quando Francisco
de Medeiros, capitão do Exército, foi autorizado por Mount Ecclesia, a sede
mundial de The Rosicrucian Fellowship em Oceanside, Califórnia, EUA, a criar
o Centro de Estudos Rosacrucianos que funcionava
na sua própria residência em Lisboa.
Em 21 de Março de 1926 apareceu a primeira publicação dedicada a estes
estudos, com o título A Rosacruz , dirigida por Florindo Costa, o qual,
por motivos de saúde, seria pouco
depois substituído por Augusto Maria da Silva Flores, major de artilharia e
passou a sair regularmente.
Também por motivos de saúde de Francisco de Medeiros, a sede do Centro
de Estudos Rosacrucianos foi transferida, em 1945, para a residência de
Francisco Marques Rodrigues, também em Lisboa.
Entretanto,
Augusto Flores faleceu em 1956 e os herdeiros transferiram a propriedade da
revista para Francisco Marques Rodrigues, que lhe imprimiu maior dinamismo, pelo
que os 200 assinantes de então passaram para mais de 1.000 logo no ano
seguinte.
Na madrugada de 17 de Junho de 1966 o Centro de Estudos Rosacrucianos
sofreu um rude golpe. Na sequência de uma denúncia,
a PIDE assaltou a residência de Francisco Marques Rodrigues, na sua ausência,
e apreendeu tudo quanto se relacionava com o Rosacrucianismo:
livros, cartas, lições, estudos astrológicos, o próprio emblema e até
dinheiro. Nestas condições, a actividade do centro foi consideravelmente
reduzida.
Finalmente, em 19 de Julho de 1975, o Centro de Estudos Rosacrucianos foi
legalizado com a designação de Fraternidade Rosacruz de Portugual.
Entretanto, antes do 25 de Abril, verificou-se a primeira dissensão:
por dificuldades de relacionamento pessoal, a que não era estranha uma certa
incompatibilidade astrológica, alguns probacionistas e estudantes saíram do
ainda Centro de Estudos Rosacrucianos e criaram o Centro Rosacruciano de Lisboa,
também reconhecido por Mount Ecclesia legalizado depois da Revolução dos
Cravos.
Porém, esta nova associação cedo enveredou por caminhos contrários ao
espírito Rosacruz: dos seus estatutos passou a constar a obrigatoriedade do
pagamento de quotas mensais por parte dos seus membros, cujo valor mínimo era
fixado pela assembleia geral; por outro lado, era permitida a frequência do
Curso de Astrologia logo após a resposta à 1ª lição do Curso Preliminar de
Filosofia RC, quando o próprio Max Heindel várias vezes frisara a necessidade
do estudo da Astrologia ser iniciado somente depois de concluído esse curso.
Nestas condições, um grupo de probacionistas e estudante abandonaram o Centro
Rosacruciano de Lisboa e criaram o Centro de Estudos Max Heindel, o qual, em
1984 iria ser reconhecido por Mount Ecclesia que na própria Charter lhe
atribuiu a actual designação de Centro Rosacruz Max Heindel.